o tempo não cresce
sobre mim há passagens avulsas
de divisões permanentes
e de repentes estancados
que molduram as horas
sobre os olhos abertos
no nada das vidas
que vai correndo
e suscita a relativa
do crescimento
do sangue do cabelo da unha
do medo
da chuva do sol da palavra
dos homens
a vida vai
saindo pelos becos
pelo sono pela noite pelo rio
pela mãe pelo filho
pela lágrima
pelo grito
das cigarras

e dizem a idade
do momento de viver
mas pode ferver sempre no mesmo de não ser
não querer
e alternar o subjetivo
do mesmo jeito que se deforma
o tempo todo
de vestígios

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