SAMPA

não te sei
como quer o tempo
não finda,
só nasce

o tempo atravessa
e se dobra no vácuo
e mostra um estrela
meia noite no céu
de são paulo

é concreto nos teus olhos
viadutos
folhas nos muros
encaro, eu desaguo
a avenida paulista
que brilha, brilha
as crianças vendendo bala
e o reflexo no escuro
da noite poluída,
expressa saliva
eu mesma pálida,
hipnotizada de afetos, definida
sob o céu é tudo
névoa e poeira

nas janelas
mansidão

é macio de marcas
quando encosta,
recebe
reparte a palavra

e se arde pelo vento e voa devagar
por fora e
por dentro
da alma que fala
tudo pelas esquinas
onde te beijei demorada
calcifiquei no meu corpo
a tua vida

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s