quando a temporada
das permanências me
corre no ventre
como são as gaivotas
dos rios no subúrbio
eu fico toda quieta
suo por dentro
e respiro sem impulso
a inverdade dos acontecimentos
que vão matando
de farsas e de aversões
as estrelas
junto com a fome
dos desejos secretos
e dos sonhos que vão
circulando nos corpos
e grudando nos olhos
as poças do momento

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vivo o universo mudo
que estremeço a febre das noites
anunciadas num clarão de sol
de espíritos quietos
ou na multidão que avança
sem cortar o espaço que
unifica os tempos e desfigura
a casa